Parágrafo crítico sobre o texto "Os ultra-ricos preparam um mundo pós-humano" de Douglas Rushkoff
Em seu texto "Os ultra-ricos preparam um mundo pós- humano", Rushkoff apresenta uma situação embaraçosa vivenciada por ele e que o levou a refletir sobre a relação humana-tecnológica, uma vez que o futura da tecnologia tem sido alvo de especulações gananciosas e no entanto inconsequentes, já que pressupõe a exclusão e exploração da massa e exaltação, glória e segurança àqueles poderosos socialmente bem vistos.
É fácil perceber que em uma era tão tecnológica como a que estamos inseridos , as relações sociais tem sido banalizadas cada vez mais, o que implica em uma população totalmente alienada e "desalmada" já que cada vez mais têm se personificado em máquinas. No entanto, tal fato chega a ser tanto engraçado como preocupante, posto que enquanto os cientistas tentam fazer com que os robôs tenham sentimentos humanos, como a compaixão, o homem têm preferido se isolar e acabou assumindo funções cada vez mais programadas, bem como racionais , deixando de lado a empatia e fomentando um ambiente perfeito para o processo globalitário perverso, evento esse citado pelo importante geógrafo brasileiro: Milton Santos.
Ainda assim, os poderosos desse mundo globalizado acreditam cegamente, permanecendo na sua zona de conforto, que o verdadeiro problema são as pessoas e as maquinas a milagrosa solução, se esquecendo assim de que na verdade esses problemas estão diretamente ligados à exploração humana e mineral como é o caso do nióbio no Brasil, e apesar desse ser o metal mais exportado, o governo brasileiro não possui política específica para a sua comercialização.
De maneira análoga, todas essas entraves alimentam uma futura crise, que poderia ser evitada, contudo, como o isolamento e a bolha tecnológica persistem, crises humanitárias e ditaduras, segundo Hannah Arendt, uma vez que as relações estão cada vez mais frágeis.


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